Quando um escritório decide cuidar da marca, quase sempre começa pelo logo. É compreensível: ele é a parte mais visível, a que aparece na fachada, na prancha e no perfil do Instagram. Só que o logo é a assinatura da marca, não a marca.
Um logo bem desenhado ajuda a ser reconhecido. Ele não decide se você vai ser lembrado, nem por que alguém deveria escolher o seu escritório e não outro.
Marca é território
Gosto de pensar em marca como território: o lugar que o seu escritório ocupa na mente e no coração de quem contrata. Quando alguém pensa em um apartamento reformado para receber luz natural, em um projeto estrutural para uma indústria que vai crescer, em interiores que respeitam a história de uma família, algum nome aparece. Esse nome ocupou um território.
E território não se conquista com um símbolo bonito. Ele é conquistado com o tempo, e só fica com quem merece aquele lugar.
Posicionar não é aparecer. É escolher um lugar e sustentar essa escolha até ninguém mais disputá-lo com você.
O que dá direito a um território
Merecer um lugar tem pouco a ver com estética e muito a ver com coerência. O cliente confia no escritório que demonstra, em cada decisão, aquilo em que acredita. É por isso que o território se conecta muito mais a propósito, crenças, valores e sensibilidade do que a uma paleta de cores.
- Propósito: a razão de o escritório existir, além de entregar projetos.
- Crenças: aquilo que você defende sobre o morar, o construir e o trabalhar bem.
- Valores: os critérios que não se negociam, nem quando o prazo aperta.
- Sensibilidade: o jeito único de enxergar o problema de cada cliente.
Quando esses quatro pontos estão claros, o logo deixa de ser só um desenho e passa a ser símbolo. Ele carrega um significado que o cliente reconhece, porque viu esse significado se repetir no atendimento, na proposta e na obra entregue.
Por onde começar
Antes de mexer no logo, vale olhar para dentro e responder com honestidade qual lugar o seu escritório quer ocupar, qual crença sustenta esse lugar e quais clientes já reconhecem isso quando vivem o seu processo.
A identidade visual vem depois, como tradução de algo que já existe. Aí sim ela trabalha a favor do negócio: deixa de ser apenas a cara do escritório e passa a ser o sinal visível de um território conquistado.
Faça de propósito.